sexta-feira, 2 de julho de 2010

Acaba a Copa para a seleção canarinho

Brasileiro é um povo engraçado.

A cada quatro anos é o povo mais patriota que existe. Verdade. Bandeiras em todas as janelas, sacadas, carros... O país é, literalmente, coberto por sua bandeira e pelas cores verde e amarelo.
Eu até entendo, também gosto muito de futebol. Apesar de gostar muito mais do esporte do que de uma seleção, torço muito, pra valer. Com direito a coisas irritantes com vuvuzelas e aquelas buzinas ensurdecedoras.
Na verdade, brasileiro gosta de ser patriota, apenas o faz de forma equivocada, como se estivéssemos em 70 e o único motivo para orgulho fossem os vinte e quatro (sim, considero o técnico mais um jogador) heróis na arena verde.

Relevando tudo isso, nesta tarde todo país parou, mais uma vez, para ver a seleção "canarinho" em campo. Dentro os cento e oitenta milhões de técnicos, pelo menos um milhão de escalações diferentes. Não importa se ele ganha ou perde, o técnico da seleção está errado.
O time brasileiro entrou em campo e jogou, no primeiro tempo, do jeito que gosta e sabe jogar. Toques rápidos, jogadas pelas laterais, marcação firme (às vezes em excesso, mas do jeito que pede uma copa) zaga bem postada. Perfeito.
O gol, e lembrando que um só foi pouco pelo que jogaram, foi resultado de um trabalho coletivo. Passe de Felipe Melo, gol de Robinho. Talvez os dois melhores em campo até o momento.

Depois do intervalo até o final do jogo eu poderia relatar passo-a-passo todo o processo que culminou na derrota da seleção brasileira de futebol, ou simplesmente culpar o técnico e o "coitado" do Felipe Melo (esquecendo que o gol do primeiro tempo foi 70% dele) como todo mundo fez.
Porém, acredito ser melhor comentar somente os lances que formaram a minha opinião sobre a copa.

Kaka (ou Kaikai, como prefiro chamar) é o "frouxo" da Copa: Sempre foi na verdade, mas nessa Copa tava de mais. Não dividia, corria como se tivesse acabado de sair de uma maratona, enfim, nulo.
Daí vão defender "- Ah, mas ele tava vindo de lesão." Fica em casa então, ué. Se não pode ajudar, ao menos não atrapalha. Se a camisa da seleção brasileira não te faz dar 200% de si, tira e vai pra Camboriú, tomar uma cerva com o Ronaldo.

Julio Cezar, na Copa, entrou jogou apenas com seu nome: Indiscutível que ele é um dos melhores goleiros do mundo e já fez muito pela seleção, minha memória não é tão curto a ponto de dizer que ele é horrível.
Também é verdade que nossa zaga é ótima e que o Julio não vem sendo muito exigido nos últimos tempos. Agora a verdade maior, é que todas às vezes, nessa Copa, que precisamos contar com seu talento, ele vacilou.

Por favor, não cometam a injustiça de dizer que o primeiro gol da Holanda foi culpa do Felipe. Todo mundo que já jogou futebol na vida, sabe que o goleiro que preste, sai do gol berrando, e quem ficar na frente toma na cabeça. O Felipe estava de costa, o Julio de frente... Bom, pra quem entende de futebol essa explicação é totalmente desnecessária.

Felipe Melo o Bad Boy: Bom, desde as eliminatórias, todo mundo sabia como ele era. Na copa, mostrou contra Portugal que todos estavam certos. A expulsão dele foi culpa do técnico não dele.
Todo time precisa de um cara assim, para certos momentos, como já disse, 70% do gol foi dele. É como ter um pitbul, ele sempre ataca, precisando ou não. A diferença é que quando não se precisa você o prende no canil.

Dunga, o capitão do Tetra: Existem alguns jornalistas que enfatizam a idéia de que técnico não é grande coisa em um time, de que a posição é supervalorizada e blá blá blá.
Mas uma vez o futebol mostra que "eles" estão ERRADOS. Mas eu não culpo o Dunga pela escalação - Afinal, o time que veio era vencedor. Não seria a minha escalação (não, eu não colocaria o "mentiroso do Neymar"), mas era o que ele conhecia.
Os ideais e a motivação do Dunga foram fundamentais em muitos momentos, mas faltou um pouco de conhecimento tático.

Agora, o que aconteceu com a seleção nesse jogo, foi algo com que o time não estava preparado. Tomaram o gol de empate (falha individual do goleiro - acontece) e tomaram a virada. A seleção brasileira estava atrás no marcador depois de estar ganhando. Isso na seleção é definitivo. Jamais acreditei nem no empate, quanto mais em uma virada.

O time brasileiro sabe manter um placar favorável com poucos, mas seu poder de reação de caso de virada é nulo, simplesmente não existe. Então, após o segundo gol do "time de laranja" eu fui almoçar.

Tudo que aconteceu depois era previsível. Modificações equivocadas, ações imaturas. Situações geradas pela dificuldade da seleção nacional em lidar com esse tipo de situação.

Bom, Continuar destrinchando o ocorrido seria repetir tudo que já foi dito em formas diferentes. Claro que se analisarmos com mais cuidado ainda vamos achar muitas situações que contribuíram para o placar, mas minha opinião definitiva é...

...Venceu quem jogou melhor. O resultado foi justo e para mim isso basta.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Não! Não sou vegetariano.

Antes que alguém me pergunte: "- Mas que apelido esdrúxulo é esse?" respondo já...
A internet tem dessas coisas.

Jogando meu MMO favorito, tive a brilhante idéia: "- Vamos jogar nesse novo server latino." Lá fui eu, crente que essa era realmente uma boa opção. E não foi só isso, levei os meus "amigos" à tira colo. Ao menos foi engraçado.

Como em todo jogo de RPG ou MMoRPG, o nome do char preciso ser expressivo, algo que crie uma expectativa, que mostre à que você veio. Então decidi homenagear um grande guerreiro árabe – Saladino (ou Saladin como no Age – Tradução para o Inglês).

Mais uma vez, para mim era brilhante, adorei poder ter um personagem com um nome de “responsa”. Tauren/Warrior Saladin. Assim foi por muito tempo.

Fundamos uma guild, ela cresceu abraçando grande parte do público brasileiro do Server e também alguns “hispânicos”.

E o que esse conto estúpido tem haver com esse apelido ainda mais estúpido?

Calma, to chagando lá.

Dois fatores foram determinantes:

Primeiro, em uma instância na qual eram necessária 25 pessoas – e havia muitos não brasileiros conosco – durante algumas brincadeiras no chat, surge a frase:

“- ¿Cuan salado es un saladin?” – Risos tomaram o Team Speak por alguns momentos, até que me explicaram que a tradução para “salado” era salgado. E “saladin” era uma expressão comum para indicar que algo estava um pouco salagado, ou “salgadinho”. Daí pra “salada” bastou um brazuca bem humorado. (Tosco não é?)

O segundo fator, e talvez o mais importante, é a famosa vadiagem brasileira. Onde ninguém consegue falar/escrever um nome completo de alguém. Assim, nosso amigo Undermage virou “Under”, Raitu virou “Rato” e Saladin virou “Salada”.

Como apelido é algo que não se escolhe, apenas se aceita, aí está.